
No primeiro ano em que retomámos esses dias juntos a magia das brincadeiras de crianças tinha desaparecido. Foi aliás um pouco estranho o reencontro. Nos primeiros dias havia um ambiente frio, de alguma inibição, provocada por 5 anos de afastamento. Mas nas duas semanas que passámos juntos acabámos por reatar velhos laços de amizade. No ano seguinte, quando nos reencontrámos rapidamente nos tornámos inseparáveis os 3. E essas férias acabariam por se tornar numas férias inesquecíveis.
A casa em que ficávamos era uma casa grande, de dois pisos e um sótão. Já pertencera aos meus avós e tinha cantos e recantos que, desde miúdos nos habituáramos a conhecer. Lembro-me que um dia fui até à praia sozinha. Os meus primos tinham ido à vila de bicicleta, para comprarem já não sei bem o quê. Nesse dia, os meus pais e os meus tios tinham também saído, para visitar uns familiares que viviam a alguns quilómetros e só voltariam depois do jantar. Quando cheguei a casa fui tomar um duche. Aproveitei que estava sozinha e coloquei a aparelhagem bem alta. Estava um daqueles dias de muito calor e rapidamente despi o biquíni e enfiei-me debaixo da água tépida.
Deixei-me ficar a desfrutar do prazer de sentir a água escorrer pelo corpo. Não tenho grandes dotes para cantar mas – como é habitual com muita gente – entusiasmei-me com a música e fui cantarolando ao som da aparelhagem que enchia a casa. Quando terminei saí do duche e ao pegar na toalha para me limpar pareceu-me que ver um vulto junto à porta entreaberta da casa de banho. Assustei-me e tapei-me rapidamente. Enrolei a toalha ao corpo e aproximei-me lentamente da porta com o coração a bater. Confesso que estava cheia de medo. Espreitei pela porta de forma receosa. Ouvi vozes, por entre a música, que vinham do andar de baixo e reconheci-as como sendo dos meus primos. Suspirei aliviada. Eles tinham chegado. Voltei à casa de banho e comecei a pensar que os dois, ou pelo menos um deles, tinha estado à porta da casa de banho enquanto eu estava no duche. A porta da cabine de duche era translúcida e permitia ver com alguma nitidez a silhueta de quem estava lá dentro, o que significava que, possivelmente, me tinha estado a observar. E, se calhar, tinha mesmo chegado a ver-me nua quando eu saí da cabine.
Estes pensamentos provocaram-me uma reacção estranha. Curiosamente senti algum prazer em imaginar que tinha estado a ser observada. Olhei-me no espelho enquanto desapertava a toalha. Modéstia à parte, era uma rapariga fisicamente muito interessante: morena, cerca de 1,65 metros, seios grandes…
Naquele instante passou-me uma ideia doida pela cabeça. Voltei a enrolar a toalha à volta do corpo e mirei-me no espelho. E se eu fingisse que não tinha dado pela presença deles e descesse assim fingindo-me surpreendida ao dar com eles? A minha imagem era bem provocante: a toalha, presa pouco acima dos seios tapava-me alguns centímetros abaixo da cintura. Teria de ter muito cuidado com os movimentos pois qualquer gesto mais imprevidente podia revelar-se bastante indiscreto.
Tentei prender o melhor que pude a toalha acima do peito e dirigi-me ao andar de baixo. E senti o coração voltar a bater de forma mais apressada…
6 comentários:
Seja bem vinda!
Bj
Gostei muito da maneira como escreveste... fiquei ansioso por saber onde essa toalha foi parar ;)
Obrigado aos dois por terem sido os primeiros a comentar aqui. Um beijo ao Bom Amigo, velho "amigo" da internet, e também ao ToupeiraX, que espero fique cliente habitual deste espaço.
Olá. Bem vinda a este mundo bloguista! E para já, começaste muito bem ;)
Beijos tesudos
Ola, S!
Gostei do relato!
Excitaste-me... :)
Beijo em ti ;)
Xp, se te excitei é bom sinal. Espero que tenha sido apenas o começo.
Um beijo.
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